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A dominada

Continuando minha elocubração mental sobre o mundo BDSM, após falar sobre o DOMINANTE, irei falar sobre a dominada....claro que o texto pode ser usado também para o dominado, mas como só consigo escrever sobre o que já vivi, o título criou vida própria a dominada...rs...
A primeira coisa que precisamos entender é que a dominada está ali por vontade própria. Ela está  ali por que escolheu que esse era o seu lugar, porque o seu eu interior precisa estar numa posição de se deixar levar e conduzir. E isso independe de quem e de como ela vive a sua vida pessoal, o ser dominada dentro do BDSM é algo infinitamente pessoal, é algo que se sente por dentro e que só se aquieta quando o desejo da pessoa que escolheu viver dominada se encontra.
Essa escolha pode se dar para um momento único, por um tempo determinado ou para uma vida toda, isso não importa, o que vale é a escolha de viver o que se sente por dentro.
Dentro das relações BDSM, temos várias vertentes de dominadas, vamos falar rapidamente de cada uma delas:
A masoquista:
É aquela que se submete, geralmente ao sádico em busca da dor, independentemente de ter ou não uma relação com o DOMINANTE o foco dela é a dor.
A submissa:
É aquela que se submete aos desejos, vontade e ordens do DOMINANTE, mas ela possui limites, que são acordados antes numa fase chamada por nós de negociação, ela possui uma coleira, ou seja, tem o seu nome agregado ao nome do DOMINANTE, e sendo assim é posse DELE. Mas sua entrega é conversada e negociada.
A escrava:
É aquela que entrega sua vida nas mãos do DOMINANTE, ela é posse, mas ao se entregar ao possuidor opta por não ter limites, fazendo assim uma entrega total e absoluta. Ela é posse, propriedade do DOMINANTE, e também tem seu nome agregado ao nome do possuidor.
A pet:
Normalmente é uma submissa, podendo ser também uma escrava, que se entrega ao DOMINANTE como um bichinho de estimação. A pet interpreta um bichinho e é cuidada e corrigida de acordo com o seu bicho.
A little:
É a mulher que se entrega em forma de adolescente ou criança, também é posse do DOMINANTE, agregando assim seu nome ao DELE.
Dentro das relações BDSM essas são as nomenclaturas mais usadas e conhecidas, mais isso tudo já foi falado e descrito em vários e muitos sites e textos relacionados ao nosso meio, e a minha intenção não é ser mais uma, ou ser a óbvia...
O que quero ressaltar aqui, é que seja qual for à escolha da dominada seja ela masoquista, submissa, escrava, pet ou little, e devemos entender que a dominada pode viver mais de uma dessas opções numa mesma relação, a dominada é antes de tudo uma pessoa, ao contrário do que se prega e que se acredita por aí, é uma pessoa que domina sua vida pessoal, que tem família, amigos, profissão, mas que escolheu servir seja por horas, dias, meses ou por uma vida inteira, a primeira palavra foi dela, ao dizer eu aceito.
Muitas pessoas se enganam ao vislumbrar na dominada alguém que está nessa posição por se sentir inferior a alguém, a vida ou ao mundo, é claro que existem casos assim e quem somos nós para julgarmos a pessoa que se deixa dominar. O importante é saber e aceitarmos que o poder de se entregar está nas mãos de quem se entrega, é a partir do eu aceito que a situação ocorre, é a partir de uma escolha, de uma afirmação na verdade, porque o eu aceito, ou o eu quero, ou o eu preciso, ou eu desejo, é a partir dessa afirmação que a cena acontece.


 {agatha}_DMARCELO

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